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Luiz Gonzaga do Nascimento, conhecido como o Rei do Baião, (Exu13 de dezembro de 1912 – Recife2 de agosto de 1989) foi um compositor e cantor[2], uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira[3]. Cantando acompanhado de sua sanfonazabumba e triângulo, levou as festas juninas e os forrós pé-de-serra, bem como o relato sobre a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
Admirado por músicos como Dorival CaymmiGilberto GilRaul SeixasCaetano Veloso, o genial instrumentista e sofisticado criador de melodias e harmonias,[4] ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).[
Nasceu na sexta-feira, dia 13 de dezembro de 1912, numa casa de barro batido na Fazenda Caiçara, povoado do Araripe, a 12 km da área urbana de Exu(extremo oeste do estado de Pernambuco, a 1 c do Recife, a 69 km de Crato (Ceará) e a 80 km de Juazeiro do NorteCE). Foi o segundo filho de Ana Batista de Jesus Gonzaga do Nascimento, conhecida na região por ‘Mãe Santana’, e oitavo de Januário José dos Santos do Nascimento. O padre José Fernandes de Medeiros o batizou na matriz de Exu em 5 de janeiro de 1920[5][6].
Deveria ter o mesmo nome do pai, mas na madrugada em que nasceu, seu pai foi para o terreiro da casa, viu uma estrela cadente muito luminosa e mudou de ideia. Era também o dia de Santa Luzia e também mês do Natal, o que explica seu nome, "Luiz",que foi dado em homenagem a Santa Luzia, a estrela cadente e ao natal. Este nome tem tudo a ver com a época que nascera, e quer dizer "brilho, luz".
A cidade que nascera fica ao sopé da Serra do Araripe, e inspiraria uma de suas primeiras composições, "Pé de Serra". Seu pai trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocava acordeão; também consertava o instrumento. Foi com ele que Luiz aprendeu a tocá-lo. Não era adolescente ainda quando passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras, de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina, manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil.[4] O gênero musical que o consagrou foi o baião.[2] A canção emblemática de sua carreira foi Asa Branca, composta em 1947 em parceria com o advogadocearense Humberto Teixeira.
Antes dos dezoito anos, Luiz teve sua primeira paixão: Nazarena, uma moça da região. Foi rejeitado pelo pai dela, o coronel Raimundo Deolindo, que não o queria para genro, pois ele não tinha instrução, era muito jovem e sem maturidade para assumir um compromisso. Revoltado com o rapaz, ameaçou-o de morte. Mesmo assim Luiz e Nazarena namoraram por meses escondidos e planejavam casar-se. Januário e Ana, pais de Luiz, lhe deram uma surra ao descobrirem que ele se envolveu com a moça sem a permissão da família dela, e ainda mais por Luiz tê-la desonrado: Os dois disseram isto propositalmente, com o intuito de serem obrigados a se casar. Na época, a moça tinha que casar virgem e se houvesse relação sexual antes do matrimônio o homem era obrigado a casar-se ou morreria. Nazarena revelou ao pai o ocorrido e foi espancada por ele. Por sorte Nazarena não engravidou de Luiz. O Coronel Raimundo ficou enfurecido e tentou matar Luiz, que o enfrentou na luta. Raimundo revela que, mesmo desonrada, iria arrumar um casamento para a filha com um amigo mais velho que já sabia da situação dela, ou a internaria num convento, mas com Luiz ela não se casaria. Revoltado por não poder casar-se com Nazarena, e por não querer morrer nas mãos do pai dela, Luiz Gonzaga saiu de casa e ingressou no exército no Crato. Durante nove anos viajou por vários estados brasileiros, como soldado, sem dar notícias à família. A partir de então passou a se relacionar com diversas mulheres, mas sem compromisso de namoro.
Antes de ser o rei do baião, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista. A partir daí começou a se interessar pela área musical.
Em 1939, deu baixa do exército na cidade do Rio de Janeiro: Estava decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar nas áreas de prostituição da cidade. No início da carreira, apenas solava acordeão em chorossambasfoxtrotes e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata. Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, foi aplaudido executando Vira e Mexe, com sabor regional, de sua autoria.[7] O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora RCA Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco.
Veio depois sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Lá conheceu o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava trajes típicos da sua região. Daí surgiu a ideia de apresentar-se vestido de vaqueiro, figurino que o consagrou como artista.
Em 11 de abril de 1945, gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: a mazurcaDança Mariquinha em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira.
Entre 1951 e 1952 o Colírio Moura Brasil celebrou um contrato de puro teor promocional com o cantor, então o maior nome de cultura de massa no Brasil, custando-lhe a excursão por todo o país, fato este registrado por Gilberto Gil.[8]
Cansado de passar as madrugadas cantando e bebendo ao em bares e bordéis do Rio de Janeiro, dormindo na casa de amigos, e vivendo aventuras sexuais com mulheres casadas, viúvas, solteiras e prostitutas, Luiz estava procurando formar um lar, ter sua família, uma mulher para ser sua esposa e mãe de seus filhos. Foi quando em 1945 conheceu em uma casa de shows da área central do Rio uma cantora de coro e samba, chamada Odaléia Guedes dos Santos, conhecida por Léia. Logo ele procurou saber de sua vida, e pediu para sair com ela. O caso amoroso, a princípio sem importância, e que toda noite, após bebidas e dança, terminava na cama, foi dando espaço a um sentimento maior, e então Luiz se viu apaixonado, como não se sentia desde quando amou Nazarena. Ele a pediu em namoro, após dois meses saindo juntos, e ela aceitou, mas antes de aceitar, teve que lhe fazer uma revelação: estava grávida, e o filho não era de Luiz. Logo ele ficara enfurecido, a humilhou, a acusando de traição, mas ela pôde provar pelos seus 5 meses de gestação, embora não aparentes devido a sua magreza, que já estava grávida antes de conhecer Luiz. Sabendo que sua namorada seria mãe solteira, tirou-a da pensão em que morava, alugou uma casa, e assumiu a paternidade da criança, um menino, que Luiz adotou, dando-lhe seu nome: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior.
Odaléia, que além de cantora de coro era sambista, revelou sua história a Luiz: poucos meses antes de se conhecerem, ela morava com os pais e se apaixonou por um homem mais velho. Ele fora seu primeiro namorado, e a família não permitia a relação, por Odaléia ainda ser muito jovem. Mesmo contra a vontade dos pais, a moça se encontrava com o homem num hotel da região sempre que podiam. Ele a convenceu a se entregar para ele pois a prometeu em casamento. Odaléia descobriu-se grávida com 20 dias de gestação, e ficou desesperada, mas ao saber da gestação, o homem a humilhou, a agrediu e a abandonou, revelando ser casado, e alegando que não poderia arcar com esse compromisso. Arrasada, contou tudo aos pais e apanhou do pai, sendo expulsa de casa com a roupa do corpo. Sem ter para onde ir, foi parar nas ruas, pediu esmolas e teve que se prostituir para conseguir comida. Ao completar três meses de gestação e ainda nessa vida de meretriz, onde foi orientada por todos a abortar a criança, o que ela foi veementemente contra, surgiu uma luz ao fim do túnel, quando, em uma das festas do bordel, subiu ao palco para cantar, pois uma das meninas não pôde se apresentar naquele dia. Sem nunca ter se apresentado antes, deu um grande show, ficando emocionada. No fundo, cantar era seu maior sonho. Ela foi observada por um grupo de sambistas e cantores que frequentavam aquela zona. Logo eles ficaram encantados e viram que o lugar dela não era ali. Rapidamente eles a chamaram para um teste numa rádio,e Odaléia passou. Eles quitaram sua dívida com os cafetões e Odaléia finalmente teve seu talento para cantar e dançar descoberto. Ela alugou um quarto de pensão para morar, e acabou passando a se apresentar em casas de samba no Rio, quando conheceu Luiz.[2] Foi morar com Luiz; a relação entre eles ia bem no começo, com romantismo e cumplicidade, mas começou a se desestabilizar. A relação com Luiz se tornou muito conflituosa: Odaléia era muito ciumenta, assim como Luiz, que, cansado das cobranças da esposa, passou a beber muito e traí-la. Cansada das humilhações constantes, onde Luiz, ao beber, a agredia e lhe jogava na cara seu passado de mulher da vida, Odaléia saiu de casa com o filho, e assim, o casal acabou separando‐se com menos de dois anos de convivência, embora Luiz tenha tentado reatar. Luiz a buscou na pensão onde ela voltou a viver, e não aceitava que ela saísse daquela casa, e então, decidiu sair e deixá-la lá com o filho. Léia, então, voltou a trabalhar como dançarina e cantora, e criou o filho sozinha, mas Luiz a ajudava financeiramente e visitava o menino.
Em 1946, Luiz voltou pela primeira vez a Exu, sua cidade natal e reencontrou seus pais, Januário e Ana, que havia anos não sabiam nada sobre o filho e sofreram muito esse tempo todo. O reencontro com seu pai é narrado em sua composição Respeita Januário, em parceria com Humberto Teixeira. Ele ficou meses vivendo com os pais e irmãos, mas logo voltou ao Rio de Janeiro.
Ao chegar ao Rio, ainda em 1946, conheceu a professora pernambucana Helena Cavalcanti, em um show que fez. Logo ficaram amigos, e com o tempo, começaram a namorar: Luiz viu que ela era uma mulher que se dava muito ao respeito e não permitia intimidades maiores antes do matrimônio, além de nunca ter tido um namorado. Também admirava o fato dela ser formada e independente. Logo ele percebeu que ela era o modelo ideal de esposa: estava apaixonado, e percebeu estar amando-a, mais do que sentiu por qualquer outra mulher. Ele precisava de uma secretária para cuidar de sua agenda de shows e de seu patrimônio financeiro, e antes de a pedir em namoro, quis estreitar mais os laços e tirar a timidez dela, a convidando para ser sua secretária. Helena precisava de um salário extra para ajudar os pais, já idosos, com quem ainda morava, e aceitou: nos dias em que não dava aula para crianças do primário, cuidava das finanças de Luiz em um escritório que ele montara. Eles noivaram em 1947 e casaram-se civil e religiosamente em 1948. O casal permaneceu junto, felizes até o fim da vida de Luiz. Não tiveram filhos biológicos: Helena tentou engravidar de todas as formas e não conseguia, devido a diversos transtornos do aparelho reprodutivo, que tinha desde adolescente, o que quase arruinou o casamento: Helena não achava que Luiz merecia uma mulher infértil, e queria se separar para ele poder ter os filhos que quisesse e Luiz estava triste por nunca ter tido filhos biológicos, mas não queria perder a esposa, e então, ele deu a ideia de adotar uma criança. Pelo casal ser legalmente cônjuges, além de terem renda fixa e profissão, o processo foi facilitado. Alguns anos mais tarde, conseguiram adotar uma menina recém nascida, a quem batizaram de Rosa Cavalcanti Gonzaga do Nascimento.[9]
Ainda em 1947, Léia morreu de tuberculose, devido a depressão de ter se separado de Luiz, onde se entregou ao vício do álcool e fumo. Luiz ficou desesperado ao saber da morte de sua ex. O filho deles, apelidado de Gonzaguinha, ficou órfão com dois anos e meio. Luiz queria levar o menino para morar com ele e Helena e pediu para a mulher criá-lo como se fosse dela, mas Helena não aceitou, juntamente com sua mãe Marieta, que achava aquilo um absurdo, já que nem filho verdadeiro de Luiz era. O casal na época ainda não tinham adotado Rosa, e Helena queria uma filha, não um filho, e também não queria nenhuma ligação com o passado do marido, e mandou ele escolher entre ela ou a criança. Luiz, muito abalado, decidiu manter o casamento, e não viu saída: Entregou o filho para seus compadres, os padrinhos de batismo da criança, o casal Leopoldina, apelidada de Dina, e Henrique Xavier Pinheiro. Este casal, apesar de muito pobre, criou o menino com seus outros filhos no Morro do São Carlos. Luiz sempre visitava Gonzaguinha e o sustentava financeiramente. Xavier o considerava filho de verdade e lhe ensinava viola, e o menino teve em Dina uma mãe.[9]
Os anos passaram. Luiz não se dava bem com o filho ainda apelidado de Gonzaguinha. O rapaz jamais aceitou o pai ter ficado com a esposa e aberto mão de criá-lo. Luiz Gonzaga passou a visitar cada vez menos o filho durante a infância dele, já que a esposa não queria que ele ficasse indo vê-lo toda hora. Gonzaguinha sentia-se triste, e sempre que o via, discutia com o pai. Luiz ficava muito mal com as atitudes do filho e achava que ele não teria um bom futuro, imaginando que se tornaria um malandro ao crescer, já que o menino tinha amizades ruins no morro, vivendo com malandros tocando viola pelos becos da favela. Dina e Xavier tentavam unir pai e filho, mas Helena queria mais a proximidade deles, e passou a espalhar para todos que Luiz era estéril e não era o pai de Luizinho. Isso acarretava brigas entre ele e Helena, que usava a filha Rosa, dizendo que se ele não parasse de visitar o filho, Luiz não veria mais a menina. Luiz Gonzaga ficava furioso com os ataques de ciúme e chantagem de Helena, e sempre desmentia para todos a história da paternidade de Luizinho, já que não queria que ninguém soubesse que o menino era seu filho somente no registro civil. Amava o menino de fato, independente de não ser seu filho de sangue.[9]
Na adolescência, o jovem Luizinho se tornou rebelde: Não aceitou o pedido do pai de ir morar com ele, mesmo que para isso ele tenha que se separar da esposa. Luizinho amava os padrinhos como seus pais biológicos. Tudo piorou quando ele ouvia boatos sobre sua paternidade, e enfim, após uma grande explosão de raiva e discussão, descobriu não ser filho verdadeiro de Luiz Gonzaga, que tentou a todo custo desmentir esta história para ele, até que teve que ter uma conversa franca, e contou toda a história que o uniu a mãe dele, uma dançarina e cantora de coro e samba, além de ex-prostituta, abandonada grávida pelo primeiro namorado. Esta história revoltou Luizinho, que parou de falar com o pai. Ele só ouvia conselhos de Xavier e Dina, e os chamava de pai e mãe. Apesar da infância pobre, cresce feliz ao lado dos irmãos de criação e dos pais de acolhimento. Nesta época Gonzaguinha contraiu tuberculose, aos 14 anos, e quase morreu. O tempo passou e aos 16 anos, Luiz o pegou para o criar e o levou a força para a Ilha do Governador, onde morava, mas por ser muito autoritário e a esposa destratar o garoto, o que gerava brigas entre Luiz e Helena, Gonzaga mandou o filho ao internato. Luiz Gonzaga enfrentou a esposa, e disse que se quisesse, ela poderia ir embora, mas que Luizinho ficaria morando com eles, e que ela tentasse tirar Rosa dele, iria na justiça. Helena saiu de casa com a filha e ficou alguns meses morando com os pais e a filha, e Luiz ia visitá-las, até que voltou para seu lar. Helena detestava o rapaz e vivia implicando com ele, humilhando, e por isso Gonzaguinha também não gostava da madrasta, o que os afastou e causou mais brigas entre pai e filho, quando Luizinho passou a beber e trazer amigos e mulheres para dentro de casa na ausência da família, o que fez com que Luiz passasse dar razão à esposa. Não vendo medidas, internou o jovem em um colégio interno, para desespero de Dina e Xavier. Logo depois ele voltou, mas Luiz o internou novamente e ele só saiu de lá aos 18.[4]
Ao crescer, a relação ficou mais tumultuada, pois o filho se tornou um malandro, viciado em bebidas alcoólicas. Gonzaguinha resolveu se tratar e concluiu a universidade, tornando músico como o pai. Pai e filho ficaram mais unidos quando, em 1979, viajaram o Brasil juntos, compondo juntos. Se Tornaram, enfim, amigos.
Luiz era maçom e compôs "Acácia Amarela" com Orlando Silveira. Foi iniciado na Paranapuan, Ilha do Governador, em 3 de abril de 1971.
Luiz Gonzaga sofreu de osteoporose por anos. Em 2 de agosto de 1989, morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana.[4]. Foi velado em Juazeiro do Norte (a contragosto de Gonzaguinha, que pediu que o corpo fosse levado o mais rápido possível para Exu, irritando várias pessoas que iriam ao velório e tornando Gonzaguinha uma pessoa mal vista em Juazeiro do Norte) e posteriormente sepultado em seu município natal.[9]
Usina Hidrelétrica Luiz Gonzaga é uma homenagem ao cantor.[10]
Em 2012 Luiz Gonzaga foi tema do carnaval da GRES Unidos da Tijuca, no Rio de Janeiro, com o enredo "O Dia em Que Toda a Realeza Desembarcou na Avenida para Coroar o Rei Luiz do Sertão", fazendo com que a escola ganhasse o carnaval carioca daquele ano.[11]
Ana Krepp, da Revista da Cultura escreveu: "O rei do baião pode ser também considerado o primeiro rei do pop no Brasil. Pop, aqui, empregado em seu sentido original, de popular. De 1946 a 1955 foi o artista que mais vendeu discos no Brasil, somando quase 200 gravados e mais de 80 milhões de cópias vendidas. 'Comparo Gonzagão a Michael Jackson. Ele desenhava as próprias roupas e inventava os passos que fazia no palco com os músicos', ilustra [o cineasta] Breno [Silveira, diretor de Gonzaga — De pai para filho]. Foi o cantor e músico e também o primeiro a fazer uma turnê pelo Brasil. Antes dele, os artistas não saíam do eixo Rio-SP. Gonzagão gostava mesmo era do showbiz: viajar, fazer shows e tocar para plateias do interior."[12]
Em 2012, o filme de Breno Silveira Gonzaga, De Pai Pra Filho, narrando a relação conturbada de Luiz com o filho Gonzaguinha, em três semanas de exibição já alcançara a marca de um milhão de espectadores.[13]


Chitãozinho & Xororó, nome artístico de José de Lima Sobrinho (Astorga5 de maio de 1954)[1] e Durval de Lima, (Astorga30 de setembro de 1957)[1] é uma dupla de música sertaneja do Brasil. Chitãozinho & Xororó são recordistas em vendas de discos no Brasil, eles venderam mais de 35 milhões de álbuns e ganharam dois prêmios Grammy Latino.[2]
Começaram a carreira bastante jovens, sendo que o primeiro disco oficial foi em 1970, que incluía a canção "Galopeira". Durante os anos 70, gravaram também os discos "A mais Jovem Dupla Sertaneja" em 1972, "Caminhos de minha Infância" em 1974, "Doce Amada" em 1975 e "A Força Jovem da Música Sertaneja" em 1977. Em 1979, gravaram o disco "60 dias apaixonado", obtendo relativo sucesso. Em 1981, gravaram o disco "Amante Amada", conseguindo atingir a marca de 400 mil cópias vendidas. Mas o reconhecimento do grande público veio em 1982 com a canção "Fio de Cabelo" do disco "Somos apaixonados", que vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e abriu as portas das rádios FM´s para a música sertaneja. Em 1986 começaram a apresentar aos domingos o programa de TV "Chitãozinho e Xororó Especial" no SBT, no qual cantavam e recebiam convidados.
No mesmo ano participaram na Rede Globo do especial de Roberto Carlos cantando junto com o Rei da canção "De coração pra coração".
Gravaram em 1993 a canção "Words" com os Bee Geespara o disco Tudo por Amor lançado em português e espanhol. Além de "Words" o disco tinha a canção "Guadalupe" que fez parte da trilha da novela de mesmo nome transmitida pela Telemundo. O sucesso desse trabalho foi tão grande que a dupla conquistou em junho daquele ano o primeiro lugar do "Hot Latin Singles" na parada norte-americana da revista Billboard, só Roberto Carlos tinha conseguido essa marca em 1989.
Em 1994, gravaram a canção "Ela não vai mais chorar" ("She's Not Cryin' Anymore) com o cantor de música country Billy Ray Cyrus para o disco Coração do Brasil.
No ano de 1995 encabeçaram o evento Amigos, um show com as três principais duplas sertanejas do Brasil na época: Zezé di Camargo e LucianoLeandro e Leonardo, e eles, Chitãozinho e Xororó. O show foi em São Caetano do Sul, no qual estiveram mais de 100 mil pessoas.
Durante o ano de 1999 apresentaram na TV Globo o programa "Amigos e Amigos" um especial em homenagem a Leandro com Zezé Di CamargoLuciano e Leonardo.
Em 2000 completaram 30 anos de carreira e a marca de 30 milhões de discos vendidos.
A dupla apresentou em 2004 na TV Record o programa Raízes do Campo, que era um show gravado numa casa de espetáculo, com convidados e a famosa Roda de Viola gravada na chácara de Chitãozinho no interior de São Paulo. O programa ficou no ar até maio de 2005.
Em 2005 a dupla foi homenageada no Carnaval de São Paulo pela escola X-9 Paulistana com o enredo "Nascidos pra cantar e também sambar", o resultado foi um 2º lugar para a escola.
Em 2006 gravaram a guarânia "Arrasta uma Cadeira" com Roberto Carlos, música que foi sucesso nacional, levando-os mais uma vez ao programa de fim de ano do cantor.
Em 2008, Chitãozinho e Xororó participaram do programa Estúdio Coca-Cola Zero com a banda de pop-rock Fresno. Ambos ainda se apresentaram no Show da Virada, da Rede Globo, exibido no dia 31 de Dezembro.
Em 2010, gravaram o CD e DVD, Chitãozinho e Xororó 40 Anos e a Nova Geração, que faz parte da comemoração dos 40 anos de carreira da dupla. Esse disco teve a participação de várias duplas da nova geração do sertanejo, chamado universitário, como Jorge e MateusJoão Bosco e ViníciusGuilherme & SantiagoHugo Pena e GabrielEduardo CostaJoão Neto e FredericoLuan SantanaZé Henrique e GabrielMaria Cecília e Rodolfo, entre outros.
Ainda em 2010 gravaram outro CD e DVD, Chitãozinho e Xororó 40 Anos Entre Amigos, ainda em comemoração aos seus 40 anos de carreira, o qual foi lançado em abril de 2011. Nesse DVD reuniram os grandes nomes da música sertaneja fazendo uma releitura de grandes sucessos. Participaram desse DVD, Rio Negro e SolimõesMilionário e José RicoEdsonZezé di Camargo e LucianoCezar e PaulinhoSérgio ReisBruno e MarroneVictor e LeoCésar Menotti e FabianoGian e GiovaniLeonardo, entre outros. Nesse disco regravaram a música "Amante", lançada originalmente em 1984, que foi muito criticada na época pela critica especializada pela sua letra ousada para os padrões do começo dos anos 80.
No ano de 2011, com a turnê de 40 anos de carreira, percorrem o Brasil passando pelas principais cidades brasileiras e feiras agropecuárias, apresentando o novo show que faz uma viagem no tempo mostrando as canções da década de 70, como "Galopeira", até as mais atuais do último disco de estúdio lançado em 2009, que emplacou sucessos como "Se for pra ser feliz" e "Coisa de amigo".
Em 2013, os irmãos paranaenses gravaram junto com a Orquestra Sinfônica SESI de São Paulo, regida pelo maestro João Carlos Martins, a música Presente Pra Você, que foi o tema das comemorações dos 10 anos da TV TEM (afiliada da Rede Globo nas regiões de SorocabaItapetiningaBauru e São José do Rio Preto, no interior do estado de São Paulo).
Em 2014 foram contratados pelo Sistema Brasileiro de Televisão ( SBT ) para apresentar a segunda temporada do Festival Sertanejo onde tentam descobrir a nova voz sertaneja. No mesmo ano, o álbum Do Tamanho do Nosso Amor - Ao Vivo foi indicado ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Sertaneja.[3]


Alexandre Pires do Nascimento (Uberlândia8 de janeiro de 1976) é um cantor e compositor brasileiro.
Filho de músicos, Alexandre começou a carreira musical em 1989 quando decidiu, ao lado do irmão Fernando e do primo Juliano, montar o Só Pra Contrariar (SPC), nome dado em homenagem à canção do Fundo de Quintal, banda que atingiu grande sucesso em pouco tempo. Quando aprendeu a tocar em seu cavaquinho o samba "Só Pra Contrariar", do grupo Fundo de Quintal, Alexandre Pires não imaginou o quanto essa canção seria importante para sua carreira.
Reuniram alguns amigos de Uberlândia, no estado de Minas Gerais; vizinha de sua cidade natal; e começaram os ensaios. A década de 1990 foi de extrema importância para o grupo, que viu suas vendas crescerem ao longo da década. As apresentações em Uberlândia levaram o grupo a gravar o primeiro álbum em 1993, intitulado Que Se Chama Amor. Após lançar sete discos com o SPC, Alexandre Pires parte para carreira solo com o disco É Por Amor de 2001, dedicado ao mercado internacional. Mesmo cantado em espanhol, o álbum ganhou uma versão em português.
Com as músicas "Que Se Chama Amor", "A Barata" e "Domingo" que estouraram nas paradas das rádios brasileiras, o grupo de pagode ganhou fama nacional, gravou mais seis álbuns de sucesso e alcançou a impressionante marca de três milhões de discos vendidos com um único trabalho e 10 milhões ao todo. A carreira internacional do cantor também teve início com a banda. O sucesso das músicas "Depois do Prazer" e "Mineirinho", lançadas no Brasil em 1997, levou o SPC a gravar um álbum em espanhol, que vendeu 700 mil cópias nos países hispânicos.

O sucesso fez com que, em 1999, o cantor fosse convidado por Gloria Estefan para gravar um dueto na música "Santo Santo", que o consagrou como um dos grandes intérpretes da América Latina. Mesmo em turnê com o SPC, em 2001 chegou às lojas seu primeiro álbum solo em espanhol, É Por Amor, que depois ganhou versão em português. Produzido por Emílio Estefan e dirigido ao público internacional, Alexandre mudou o estilo e trouxe várias baladas românticas. A música "Usted Se Me Llevó La Vida" entrou na trilha sonora da novela Porto dos Milagres e o consagrou como o mais novo intérprete nacional de sucesso. Sem conseguir acompanhar todos os compromissos, o cantor deixou o SPC em 2002, depois de uma apresentação para mais de 14 mil pessoas em Nova York.
A boa produção do primeiro álbum rendeu, em 2002, um Grammy na categoria "Engenharia de Som" e o reconhecimento da revista Billboard, com o prêmio no Latin Music Awards, de "Melhor Artista do Ano" em 2001. No mesmo ano, lançou "Minha Vida Minha Música", um projeto da BMG que trouxe participações especiais e alguns depoimentos de artistas. No álbum de Alexandre, a atriz Susana Vieiranarrou a faixa de abertura.
Em 2003, Alexandre lançou o terceiro disco solo, Estrella Guia, com versão em espanhol para os países latino-americanos e Europa. O álbum contou com as participações de Alejandro Sanz em "Solo Que Me Falta" e de Rosário Flores na música "Inseguridad". Além disso, cantou para o presidente dos Estados UnidosGeorge W. Bush, a música "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes, em português, na comemoração do mês da Independência Hispânica nos Estados Unidos.
Para aumentar a sua participação no mercado musical americano, foi lançada uma tiragem especial de Estrela Guia, acompanhada de um DVD com os videoclipes já gravados por Alexandre Pires. No ano seguinte, o cantor voltou ao Brasil e realizou diversas apresentações por todo o país, enquanto preparava seu novo trabalho inédito.
Em Alto-Falante, lançado em 2004, Alexandre Pires expôs seu pensamento e mostrou um repertório quase que totalmente autoral. A exceção é uma música inédita de Jorge Vercilo, "O Que Você Fez", em rhythm and blues americano. Gravado no estúdio do artista, em Uberlândia, o álbum contou com as participações de Fat FamilySampa CrewNetinho de Paula e a dupla Caju & Castanha.
Em 2005, Alexandre Pires lançou o disco Meu Samba. O álbum, que contou com a produção de Cláudio Rosa, marca o retorno do cantor às raízes do samba. Ainda em 2005, no Dia Nacional da Consciência Negra, Alexandre recebeu o Troféu Raça Negra, na categoria "Melhor Cantor".
Em 2007, lançou mais um álbum, visando o mercado exterior e também foi um dos seus grandes sonhos, que era gravar um álbum só com canções de Julio Iglesias, intitulado A un idolo. Mas foi em 2008 que seu maior sonho foi realizado, no dia 8 de janeiro de 2008, data em que Alexandre comemora seu aniversário, foi gravado em sua cidade natal o seu mais recente álbum, o CD e DVD Em Casa. Com uma equipe de 150 pessoas, Alexandre afirma ter acompanhado tudo de perto. Destaque para as canções "Pode Chorar", e "Delírios de Amor" com o Grupo Revelação, além de canções conhecidas da carreira do cantor. O DVD conta com a participação também de Ivete SangaloDanielAlcionePerlla e dos cantores angolanos Yolá Araújo e Anselmo Ralph.
Em 2010, Alexandre volta com um cd de inéditas, intitulado Mais Além.. O álbum extraiu os sucessos "Eu Sou o Samba" que conta com a participação de Seu Jorge e as baladas "Quem é Você" e "Erro Meu". O álbum rendeu um CD/DVD ao vivo: Mais Além - Ao Vivo.
Alexandre Pires Fez Uma Participação do DVD do Raça Negra Em ( 2012 )
Raça Negra & Amigos. Junto Com Amado Batista - Belo - Michel Teló - Entre Outros.
Em 2012, Alexandre grava seu terceiro DVD da carreira solo em São Paulo no dia 11 de Abril de 2012, intitulado Eletrosamba, com a participação de Cláudia LeitteXuxaAbadia PiresSó Pra Contrariar e Mumuzinho.[4]
Em março de 2013 Alexandre retorna ao grupo Só Pra Contrariar para turnê em comemoração dos 25 anos de carreira do grupo. Foi prometido uma turnê de pelo menos 3 anos, e ainda, novo CD e DVD. O cantor já estava 11 anos em projetos solo


Luiz Fernando Mendes Ferreira (Conselheiro PenaMinas Gerais7 de maio de 1950 mais conhecido como Fernando Mendes é um cantor e compositor brasileiro. O cantor se destacou na década de 1970 com a música Cadeira de Rodas que vendeu mais de um milhão de cópias[1]sendo executada nas rádios de todo o país.
Fernando Mendes nasceu na cidade mineira de Conselheiro Pena em família pobre e desde a infância demonstrava o anseio pela carreira musical. Aos quinze anos de idade ganhou do pai um violão de presente de aniversário.Aos dezessete anos formou com alguns amigos um conjunto musical jovem chamado "Blue Boys", se apresentando em bailes e festas em sua cidade de origem.
transferindo-se para a cidade do Rio de Janeiro através de um amigo, Fernando conseguiu emprego como crooner na Boate Plaza, onde se apresentava interpretando canções de diversos cantores. Nesta boate Fernando conheceu o chefe de promoção da gravadora Copacabana que então o apresentou a Miguel, integrante da banda The Fevers, e na época um divulgador da gravadora Odeon,de imediato contratou ele após um teste.
A carreira de Fernando Mendes começou concomitantemente à de José Augusto, com quem compôs e gravou algumas canções. Fernando Mendes inicia oficialmente sua carreira musical no ano de 1972. A canção A Desconhecida foi seu primeiro sucesso; de sua própria autoria a música foi gravada em 1973e lançada em compacto simples, subindo rapidamente às paradas de sucesso em várias rádios e emissoras de televisão. A canção foi posteriormente regravada pelo funkeiro Mister Mu no início da década de 1990 e mais recentemente pelo cantor Leonardo.
Sua primeira apresentação na TV foi no programa do Chacrinha tornando o cantor conhecido em todo o Brasil. A música "Recordações" foi o segundo sucesso. Faixa de seu primeiro LP, em menos de três meses chegou à casa dos 100 mil discos vendidos.
Em 1974 teve uma música censurada pela ditadura militar chamada "Meu Pequeno Amigo", que fazia referência ao caso Carlinhossequestro de grande repercussão na época e não elucidado até hoje. No entanto ele começou a fazer excursões pelo Brasil numa média de 10 a 15 cidades por mês. Transformado numa espécie de ídolo das massas populares o artista teve seu segundo LP lançado no final de 1974 voltando a repetir o feito dos anteriores com a música Ontem, Hoje, Amanhã.
Fernando chegou ao auge de sua carreira em 1975 quando seu terceiro LP apresentou a faixa Cadeira de Rodas tendo alcançado a vendagem de mais de 250 mil LPs vendidos em poucos meses, rendendo-lhe vários prêmios, inclusive o disco de ouro.
O ano de 1976 trouxe mais dois sucessos à carreira do cantor: A Menina da Calçada e Sorte Tem Quem Acredita Nela, que teve os arranjos de Hugo Bellard e foi tema da novela Duas Vidas exibida pela Rede Globo.
Entre os prêmios que ganhou, está um disco de ouro e o "Prêmio Villa Lobos" de disco mais vendido de 1978 com a música Você Não Me Ensinou a Te Esquecer, canção que também contou com o arranjo de Hugo Bellard.
As canções de Fernando Mendes continuaram desde então a ser lançadas em versões mais atuais. Em 1999 Fernando reuniu seus maiores sucessos em um único CD ao vivo. E para 2007, o músico trouxe uma novidade aos fãs de todo Brasil, um DVD ao vivo que contou com a participação de cantores consagrados pela MPB.

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